Psicogênese da língua escrita: tudo o que você precisa saber

Psicogênese da língua escrita: Tudo o que você precisa saber

Se você é pedagogo, estudante de pedagogia e quer saber mais sobre a psicogênese da língua escrita, tenha certeza que vamos explicar aqui,  em detalhes, sobre esse assunto.

A educação é muito complexa, envolve teorias, métodos e é importante que você tenha conhecimento da psicogênese da língua escrita.

Você vai saber tudo sobre essa teoria, conhecer melhor as autoras e as razões, os motivos e as insatisfações pelos quais essa teoria foi criada. 

Você também vai entender como essa teoria é aplicada no Brasil no universo da educação infantil, principalmente, na fase pré-alfabética e da alfabetização.

E mais, vamos também comentar aqui como esse assunto da psicogênese da língua escrita está presente em concursos da área de pedagogia.

A teoria da psicogênese é um conteúdo muito interessante de se estudar e temos a certeza de que você vai se identificar com ele e, certamente, já terá uma boa base para começar a se organizar para o seu próximo concurso. 

Preparado para conhecer sobre a psicogênese da língua escrita

O que é a teoria da psicogênese da língua escrita?

Para entender bem sobre esse assunto, vamos começar a explicar o que vem a ser a psicogênese da língua escrita. 

Se você sabe do que se trata, aprenda um pouco mais aqui e se não tem a mínima ideia do que significa, não há problema, vamos lhe explicar com detalhes.

De acordo com o dicionário Oxford na internet, pode-se dizer que a psicogênese é a origem e desenvolvimento dos processos mentais ou psicológicos, pode ser da mente ou da personalidade e também a origem de um fato psíquico, seja em uma atividade ou experiência psicológica.

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Como esse processo se desenvolve na escrita e principalmente na alfabetização?

A psicogênese da língua escrita surgiu com objetivo de enxergar a alfabetização de uma maneira além do convencional.

As autoras dessa teoria, a psicóloga Emília Ferreiro e  a psicopedagoga Ana Teberosky, ambas argentinas,  perceberam um rendimento falho em relação aos alunos na fase da alfabetização.

Foram realizadas várias pesquisas na Argentina e no México. As autoras chegaram à conclusão que, antes de a criança desenvolver e compreender o sistema alfabético, ela constrói várias hipóteses sobre a escrita. 

As pesquisadoras precisaram de muito estudo para desenvolver a pesquisa e, para isso, os conhecimentos da psicolinguística e das teorias psicológica e epistemológica do psicólogo Jean Piaget contribuíram para a teoria da psicogênese da língua escrita.

De acordo com a teoria, as crianças são leitoras do seu mundo, antes mesmo de serem alfabetizadas oficialmente.

A pesquisa mostra, ainda, que o conhecimento pode ser produzido pela criança, sendo um processo de extrema relevância.

Algo importante nesse contexto do estudo é as autoras também se preocuparem  com problemas de desigualdade social e econômica, analfabetismo, falta de oportunidade educacional, repetência, evasão escolar, entre outros aspectos. 

Para as autoras, a aprendizagem da escrita e da leitura não pode ser realizada de maneira mecânica. 

Etapas até chegar ao processo de alfabetização

Conforme a teoria da psicogênese da língua escrita, a criança passa por quatro fases até chegar ao processo da alfabetização. Vamos conhecer essas etapas?

  • pré-silábica: nessa fase, a criança ainda não é capaz de associar as letras aos sons da língua oral;
  • silábica: aqui a criança começa a decifrar as sílabas de sua maneira;
  • silábico-alfabética: começa a etapa da identificação das sílabas 
  • alfabética: a criança já comanda as letras e sílabas

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Conheça mais sobre as autoras da Psicogênese da Língua Escrita

Em 1979, depois de realizar várias pesquisas e atividades práticas com crianças, Emília Ferrero e Ana Teberosky publicaram a obra Psicogênese da Língua Escrita. 

Vamos conhecer mais sobre cada uma delas?

A psicóloga, formada pela Universidade de Buenos Aires,  Emília Beatriz María Ferreiro Schavi é argentina, nasceu na cidade de Buenos Aires em 1937. 

Ela teve, como orientador, o psicopedagogo e teórico Jean Piaget.

Emília Ferreiro fez pesquisa na Argentina, Estados Unidos, Suíça, México… Sua vida foi dedicada à pesquisa na educação. Atualmente, trabalha como pesquisadora no Instituto Politécnico Nacional da Cidade do México. 

Já Ana Leonor Teberosky Coronado é argentina, psicopedagoga, nasceu em 1944 em Buenos Aires, mas mora e trabalha em Barcelona, Espanha.

A história de Ana Teberosky é voltada para a educação. Ela é considerada uma das grandes referências na alfabetização.

Ana Teberosky é pesquisadora do Instituto Municipal de Pesquisa Psicológica Aplicada e professora na Universidade de Barcelona. 

Como a teoria da psicogênese da língua escrita faz parte das escolas brasileiras?

A teoria da psicogênese da língua escrita chegou ao Brasil na década de 80 e, no início, foi considerada como um novo método de alfabetização, mas, de fato, não era exatamente isso.

A pesquisadora Emília Ferreiro é uma referência no ensino do Brasil, sempre ligada ao construtivismo do educador Jean Piaget. 

Os educadores brasileiros perceberam, por meio da teoria da psicogênese da escrita, que as crianças possuem uma função individualizada e ativa na aprendizagem da leitura e escrita. 

É importante destacar que Emília Ferrero faz severas críticas à alfabetização tradicional e afirma que cada criança tem o seu tempo, ela precisa desenvolver habilidades psicomotoras e aspectos fonológicos e depois disso terá a fase, de fato, da leitura e escrita. 

A autora Emília Ferreiro desaprova o uso das cartilhas convencionais. Para ela, o importante é a compreensão social. Para isso, é necessário o uso de materiais e conteúdos pertencentes ao universo da criança, como: textos atuais, livros, histórias. 

A psicogênese da língua escrita e o método do construtivismo geram divergências entre alguns especialistas da área da educação. 

Não existe um consenso entre os educadores sobre a psicogênese da língua escrita na educação brasileira. 

Alguns professores acreditam que o modelo é difícil de ser instituído nas camadas sociais mais baixas. Outro motivo apontado pelos educadores é o fato de as novas tecnologias fazerem parte do cotidiano das crianças e das famílias, transformando a maneira como se aprende no cotidiano.

Embora não exista um entendimento sobre a necessidade ou importância de se adotar a teoria da psicogênese da língua escrita na alfabetização das escolas públicas ou particulares, os pedagogos reconhecem o valor que essa teoria possui no campo da Educação.  

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De que maneira a teoria da psicogênese da língua escrita está presente nos concursos?

A teoria da psicogênese da língua escrita e o construtivismo são temas sempre presentes em concursos públicos da área de pedagogia.

Então, já é bom ir se preparando! 

Não deixe de estudar esse assunto e também os autores Emília Ferreiro, Ana Teberosky e Jean Piaget. 

Vamos colocar aqui, para você, uma questão sobre esse tema que foi abordado em concurso público.

Veja abaixo, para você já ir se habituando com o assunto:

Segundo Emília Ferreiro, a criança elabora diferentes hipóteses sobre a escrita, que são:

(A) Silábica, simbólica, convencional e alfabética.

(B) Pré-silábica, silábica, simbólica e convencional.

(C) Pré-silábica, convencional, alfabética e simbólica.

(D) Pré-silábica, silábica, silábico-alfabética e simbólica.

(E) Pré-silábica, silábica, silábico-alfabética e alfabética.

Ano: 2013 Banca: IDECAN Órgão: CFFA

Resposta: Letra E

Você gostou de aprender sobre a teoria da psicogênese? Interessante, não é mesmo?

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