Educação Inclusiva: fundamentos e princípios que você precisa entender

Educação Inclusiva: fundamentos e princípios que você precisa entender

Você sabe o que é a Educação Inclusiva?

Os profissionais de educação e a sociedade perceberam que existiam pessoas que não frequentavam o ambiente escolar ou, quando frequentavam, sentiam-se excluídas de alguma maneira.

Mas para que aconteça, de fato, uma Educação Inclusiva, toda a comunidade escolar precisa entender a necessidade e a importância de desenvolver uma Educação Inclusiva de qualidade.

Você quer compreender o que é Educação Inclusiva e seus detalhes? E por que a Educação Inclusiva é importante para o Ensino?

E, mais, você quer saber como o tema Educação Inclusiva é abordado nos concursos públicos?

Então, esse artigo foi feito especialmente para você. Aqui, você encontrará os fundamentos e princípios desse assunto tão relevante que é a Educação Inclusiva.

O que é Educação Inclusiva?

Para que você entenda o que é a Educação Inclusiva, veja parte do que diz a Constituição Federal do Brasil de 1988 sobre Educação:

“Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

Art. 208. O dever do Estado com a Educação será efetivado mediante a garantia de: III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino (….)”.

Você entendeu que a Educação é um direito de todos, certo?

Então, as oportunidades aos indivíduos no âmbito da Educação precisam estar disponíveis para todos os cidadãos e isso independe de etnia, classe social, aspectos físicos, intelectuais, culturais, motores…

Podemos afirmar que todos têm o mesmo direito à Educação, não havendo espaço para exclusão, muito pelo contrário, aqui a palavra primordial é inclusão.

Mesmo sendo um assunto de extrema relevância, a Lei Brasileira de Inclusão só veio a ser aprovada efetivamente em 2015. Percebe-se que é algo recente e que muito ainda precisa ser realizado, concorda? Antes disso, os alunos que não se enquadravam no Ensino regular, frequentavam escolas especiais.

É importante destacar que em 1988, na Índia, aconteceu o Seminário Internacional do Consórcio da Deficiência e do Desenvolvimento e definiu-se que uma instituição de ensino só será considerada inclusiva quando cumprir os aspectos abaixo:

  • Reconhecer que todas os alunos podem aprender;
  • Reconhecer e respeitar as diferenças nas crianças, no que se refere à idade, sexo, etnia, língua, deficiência, inabilidade, classe social, estado de saúde ou qualquer outra condição;
  • Permitir que os sistemas e metodologias atendam a todas as crianças;
  • Promover estratégias para favorecer uma sociedade inclusiva.

A Educação Inclusiva é de extrema importância em um sistema de ensino pautado na diversidade.

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Por que a Educação Inclusiva é importante para o Ensino?

Pode-se dizer que a Educação Inclusiva não é somente importante para o Ensino, mas também para a formação de uma sociedade cada vez mais diversificada e plural.

A partir do momento que  os estabelecimentos de ensino se preparam para receber alunos com alguma deficiência, por exemplo, há um entendimento de valorizar cada ser humano com suas características individuais e que todos podem conviver de uma maneira harmoniosa e cooperativa.

Hoje, todos os alunos deveriam participar de uma mesma escola. E, claro, isso é uma maneira de quebrar com o preconceito sofrido com os alunos que possuem alguma deficiência, transtorno ou outro aspecto que fazia com que eles tivessem que estudar em uma escola especial.

Os professores brasileiros e pesquisadores da Educação Inclusiva, Strieder e Zimmermann são categóricos em afirmar:

“A escola inclusiva não faz distinção entre seres humanos, não seleciona ou diferencia, com base em julgamentos de valores como “perfeitos ou não perfeitos”, “normais ou anormais”. Ela oferece condições e oportunidades, livre de preconceitos, de conhecer, aprender, viver e ser”.

Fica, então, cada vez mais claro que alunos com deficiência e demais alunos podem e devem conviver de uma maneira tranquila, com interação, acolhimento, ajuda.

Um ambiente inclusivo faz com que todos respeitem as diferenças. E esse aspecto na formação do indivíduo, principalmente em idade escolar, é bastante significativo e rico.

Sabe-se que existem vários desafios a serem superados nas instituições de ensino do Brasil no que se refere à inclusão de todos às escolas regulares.

A formação e capacitação dos professores são necessárias, bem como uma conscientização por parte da sociedade. Muitas escolas não estão, ainda, preparadas no aspecto físico e estrutural para trabalharem com o sistema da Educação Inclusiva.

Mas a inclusão de todos à escola é uma via sem volta e de extrema necessidade.

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Quais os grupos da Educação Inclusiva?

Muitos são os aspectos inerentes à Educação Inclusiva e os alunos precisam estar atentos à teoria e ao dia a dia dos seus alunos que precisam do seu apoio, compreensão e acolhimento.

Em linhas gerais, a Educação Inclusiva abrange, no mínimo, os seguintes grupos:

  • Alunos com deficiência;
  • Alunos com transtornos de desenvolvimento;
  • Alunos com transtorno do espectro autista;
  • Alunos superdotados.

É importante destacar que um marco na Educação Inclusiva que contribuiu para uma melhor compreensão do assunto nas escolas foi a Declaração de Salamanca, documento que foi elaborado na Espanha em 1994 que possui diretrizes sobre as políticas e sistemas de inclusão a serem adotados na educação.

O documento diz claramente: “As escolas devem acolher todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras. Devem acolher crianças com deficiência e crianças bem dotadas; crianças que vivem nas ruas e que trabalham; crianças de populações distantes ou nômades; crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de outros grupos ou zonas desfavorecidas ou marginalizadas”.

5 Princípios da Educação Inclusiva

Resumidamente, quais os cinco princípios da Educação Inclusiva?

Os cinco princípios da Educação Inclusiva são:

  1. Toda pessoa tem o direito de acesso à educação.
  2. Toda pessoa aprende.
  3. O processo de aprendizagem de cada pessoa é singular.
  4. O convívio no ambiente escolar comum beneficia todos.
  5. A educação inclusiva diz respeito a todos.

O assunto de Educação Inclusiva é bastante extenso e você precisa compreendê-lo bem.

De que maneira o tema é abordado em concursos públicos?

O assunto Educação Inclusiva é extenso e bastante exigido em concursos públicos.

Por ser um tema atual, é necessário que o profissional formado em pedagogia domine o assunto, as legislações e os teóricos da área. Além disso, é preciso acompanhar os acontecimentos históricos da educação brasileira.

Sugerimos que você separe um tempo com atenção para se dedicar a esse conteúdo. Comece estudando a teoria, faça resumos e mapas mentais e, claro, não se esqueça de fazer muitos exercícios de questões dos concursos anteriores sobre o tema.

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